sábado, 30 de abril de 2011

Textos sobre o lixo




A realidade dos catadores de lixo

Na ultima sexta-feira, dia 25, vimos dois documentários, os quais nos mostram a realidade de muitas pessoas que se sujeitam a trabalhar como catadoras de lixo no maior depósito de lixo da América Latina, e outras pessoas num estado crítico de miséria que se obrigam a se alimentar de restos de comida, consideradas impróprias para os porcos.
A maioria das pessoas não fazia idéia da triste realidade em que esses seres humanos vivem; e como vimos no primeiro documentário, temos, mesmo que indiretamente, uma participação. Vik Muniz, um conhecido artista plástico, volta para o Brasil com a missão de ajudar as pessoas que trabalham nesses aterros sanitários, como o Jardim Gramacho. Ele tem como objetivo fotografar os catadores e fazer trabalho com essas fotos utilizando o próprio lixo, para depois arrecadar dinheiro com essas artes e doar para a associação dos catadores.
Antes de ir ao aterro, o artista tinha uma visão completamente diferente das pessoas que lá trabalhavam, e ao chegar, viu que elas conseguiam ser felizes mesmo naquelas condições, o que trouxe tanto para ele, como para nós uma boa lição de vida. Muitas vezes reclamamos de coisas que se formos analisar, não são tão complicadas assim. E, eles por fatalidade do destino acabam levando essa vida, e mesmo assim não perdem a vontade de viver.
O filme também nos mostra que a sociedade tem preconceito com essas pessoas. Para muitos, os catadores são considerados como um nada, sem saber da metade do que essas pessoas passam e os motivos que levaram elas a trabalharem nesse lugar.
Com suas obras de arte, Vik, mostra para a sociedade o valor que os catadores tem, e que eles são pessoas dignas tanto como nós ou até mais que muitos. A intenção dele era ajudar aquelas pessoas, mas como ele próprio deixou claro, ele também foi ajudado, como pessoa, como ser humano, vendo a realidade delas, que lutam diariamente pela sua sobrevivência.
Além disso, o artista conseguiu tirar algumas pessoas daquela vida, pessoas que não gostavam do que faziam, e com o dinheiro que foi conseguido foi feito varias mudanças e melhorias na associação.
Portanto, o documentário trouxe uma lição de vida pra nós, e trouxe para mim uma admiração por essas pessoas, que apesar de tudo e das dificuldades sabem superar e serem felizes.
Kamylla Brizolla
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Humanos do Lixo

Queres saber onde vivo?
Eu vivo em um mundo onde pessoas se alimentam de restos, de sobras, que porcos não comeram, onde pessoas trabalham com milhões de lixos que eu, você, nós, produzimos. Num mundo, onde, enquanto uns só reclamam da carne assada do domingo, outros procuram, domingo, no lixo, a carne de terça que você rejeitou.
Mas vivo onde um artista plástico muda a vida de pessoas do lixo, ou melhor, da cidade do lixo.
Sexta-feira, 25 de março, dois documentários me sensibilizaram, Ilha das Flores e Lixo Extraordinário, com imagens incríveis e chocantes, pude perceber como somos seres egoístas.
Como podemos reclamar da casa onde moramos, enquanto há pessoas na miséria, como reclamar do almoço, enquanto há pessoas que não possuem alimentos?
Há pessoas felizes no lixo, há pessoas tristes em coberturas de luxuosos hotéis, até que ponto o dinheiro deixa alguém alegre? A humildade, a simplicidade de um povo que no meio do lixo é feliz, é solidário e trabalhador, enquanto o empresário e executivo nem liga para os outros.
Onde está a verdadeira felicidade? Onde e quando seremos humanos? Até quando iremos achar que somos melhores que alguém?
Pensar não basta, devo agir, devemos agir, somos iguais, NÃO DEVE HAVER DIFERENÇAS.
Mickael Magalhães
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Do Inútil para o Útil

Assistimos, no salão de atos da escola, dois documentários relacionados ao lixo, um assunto bastante trabalhado nos dias de hoje.
Pouquíssimas pessoas têm noção de quanto o lixo pode ser reaproveitado e reutilizado para muitas coisas. As pessoas não param para pensar sobre isso, mas assistindo tais documentários, criamos conhecimento sobre algumas coisas interessantes que todos deveriam saber.
O primeiro documentário se passa na Ilha das Flores, um lixão que se encontra em Porto Alegre. Já o segundo, nomeado "Lixo Extraordinário", está relacionado a um aterro sanitário da periferia do Rio de Janeiro, conhecido como Jardim Gramacho, esse, o maior da América Latina, sendo um dos maiores do mundo.
Ao realizar o segundo documentário, profissionais da equipe do artista plástico Vik Muniz, entrevistaram alguns catadores de materiais recicláveis do Jardim Gramacho, com o objetivo focado em uma ideia principal visando uma grande obra de arte.
Foram tiradas diversas fotos dos próprios catadores, demonstrando cansaço e muito trabalho. Essas fotos foram extremamente ampliadas para, com a ajuda de todos, preencherem as cores e os destaques das fotos. Como? Com lixo, justamente por ser o tema abordado. Lixos variados, desde tampas de privada até tampinhas de garrafa. Desde retalhos de roupa até latas de tinta.
Uma obra em especial foi leiloada, e as outras foram expostas em um museu de arte. Ao assistir os documentários, tivemos a certeza de que reciclar é muito importante, e de alguma forma, alguém vai reaproveitar o lixo que, para outros, é algo inútil. Será reaproveitado não apenas usando a arte, mas muitas vezes através dela. Conscientize as pessoas ao seu redor, conscientize-se, recicle!

Eliane Wommer


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